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Essa é uma pessoa que você vai gostar de conhecer — se é que ainda não conhece. Através da internet, Nátaly Neri debate temas que envolvem questão racial, moda e feminismo. 

À frente do canal Afros e Afins, a youtuber já conquistou mais de 90 mil inscritos e milhares de seguidores pelas redes sociais em pouco menos de um ano. Por lá ela mostra como é simples fazer uma mudança social. “Somos uma juventude perigosa. Somos perigosos porque conseguimos organizar a todo momento pequenas revoluções na realidade através da internet.”

Com a palavra, Nátaly.

Somos perigosos porque conseguimos organizar a todo momento pequenas revoluções na realidade através da internet!

Sobre o canal 

Hoje eu não faço nada muito além de falar sobre mim e sobre meus iguais. Sobre quem somos e que não queremos ser tratados da maneira como nos disseram que tem que ser. A luta contra o machismo, contra o racismo, contra as LGBTfobias são parte de nossa vida. Então falarmos sobre isso nas redes sociais é um movimento natural.

Tem sido natural não aceitarmos o mundo como ele está. Mas também estamos cheias de força para transformá-lo. Somos uma juventude perigosa, penso eu. Somos perigosos porque conseguimos organizar a todo momento pequenas revoluções na realidade através da internet!

Acho que hoje em dia temos objetivos muito maiores. Mulheres sabem o que é sofrer com a misoginia, com o machismo, e a popularidade na internet é um dos artifícios que temos para discutir as nossas questões.

"Mulheres sabem o que é sofrer com a misoginia, com o machismo, e a popularidade na internet é um dos artifícios que temos para discutir as nossas questões."
Tenho a internet como uma das minhas grandes armas. Sem ela, a comunicação seria muito mais complicada. Sou feliz por ter o alcance que tenho. E por conseguir transmitir minhas reflexões sobre a realidade para outras meninas – que, por sua vez, também transmitem para outras meninas. Transformando em uma cadeia gigantesca de mulheres articuladas. Quanto mais estivermos falando, mais fácil será compreender e lutar contra.

Moda 

Sendo uma estudante de Ciências Sociais, hoje compreendo de uma forma muito mais empírica, digamos assim, que moda está longe de ser um movimento fútil e vazio. Moda comunica sim, e não só de maneira pessoal, subjetiva, mas socialmente. Com a moda podemos entender instâncias importantes da organização de pessoas e sociedades. Podemos enxergar a influência de movimentos políticos, econômicos e culturais. Podemos compreender quais são os interesses dos grupos que a consomem, que a produzem. Quais as expectativas, quais os incômodos.

Quando passei por um processo de autodescobrimento, de conscientização sobre o que era ser mulher negra na sociedade, comecei a agir contra isso. A forma como eu me vestia e levava meu corpo físico, estético, foi também muito importante. Me ajudou a comunicar a todos à minha volta sobre quem era aquele novo eu. Minhas roupas não tinham que me esconder. Elas tinham que ser parte da minha pele que tão recentemente aprendi a amar juntamente ao resto do meu corpo.

"Minhas roupas não tinham que me esconder. Elas tinham que ser parte da minha pele que tão recentemente aprendi a amar juntamente ao resto do meu corpo."

Inspiração

Tem um período particular da história no que toca à produções artísticas e visuais que tem meu coração: os anos 70, mais especificamente, a produção negra norte americana. Dentro desse período a minha grande referência de estilo foi a banda de disco music e soul Earth, Wind and Fire. Eu gosto muito da construção visual, do estilo afrofuturista com a pegada vintage — que no caso para eles era super moderna! Gosto das ombreiras exageradas, das cores metalizadas e dos blacks modelados em formas únicas.

Dentro disso, entra aí uma das minhas maiores referências de vida: a rainha Grace Jones! Que me inspira por tudo o que significou com seu estilo e seu afrontamento já nessa época! A forma subversiva como lidava com seu corpo, com suas roupas, com uma segurança absoluta, me inspiram demais a ser o que eu quero ser. Sem contar que a maquiagem geométrica de Grace é a própria revolução e estou usando demais!

De referências mais recentes, tenho a FKA Twigs, que me inspira pela consistência e personalidade de suas produções artísticas no geral. Ela tem total controle de si e do que faz! Ela nada contra a corrente do óbvio tal qual a maravilhosa Solange Knowles, que usa o que quer, quando quer, independente de aquilo estar ou não estampado nas revistas. Eu acho essa mulher de uma força surreal! Todas elas, donas de si!

Nossa relação

É muito legal saber que estou usando uma marca que tenha interesse em levar para seus consumidores conceitos que discutimos no dia a dia. Das poucas marcas que uso, Melissa com certeza é uma das minhas favoritas — se não a favorita. A Melissa é atual de todas as maneiras e eu acho isso fundamental. É atual ao criar sapatos incríveis, que casam diretamente com meu estilo e com o de várias outras meninas ao mesmo tempo. E é atual por, principalmente, se alinhar à nossa realidade. Entender os interesses e pensamentos dessas meninas de hoje, que estão ligadas em questões sociais, que querem um futuro diferente e muito mais amigável para todos.

É importante ver que Melissa valoriza o Brasil, nossa cultura, nossa produção de norte a sul, de leste a oeste! Hip-hop, funk, ballet, sertão e litoral. Somos um país múltiplo. Cheio de diversidade, cheio de informações, cores e sabores! Somos únicas, cheias de personalidade. E a Melissa também.

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