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Mariko Mori faz dos seus sonhos inspiração. Ring, obra que será instalada no estado do Rio de Janeiro, nasceu assim. Um anel de três metros de diâmetro que será erguido em uma cachoeira em Mangaratiba.

“Eu espero que, quando vejam a minha arte, as pessoas possam experienciar a natureza em sua volta e ela possa ser um reflexo, um espelho da nossa mente e esperança.” 

Refletindo do sol cores amarelas e azuis, Ring expressa Oneness, o conceito de ser um só com a natureza. 

"Eu acho que na vida real eu consigo transformar algo negativo em sinal de positividade."

Mariko faz da arte a sua ferramenta criativa para experiências positivas. Entre elas, a Melissa Space Love que ganha a aplicação da obra.

Sonhos, futuro, conexão. 

Sob o olhar de Mariko Mori, navegamos entre arte e tecnologia pra dar vida a uma collab que traz essa mistura marcada no plástico. 

1. Você já disse em entrevistas que o principal objetivo do seu trabalho é através da arte reconectar os seres humanos com a natureza. Você acha que existiu um tempo onde o homem e a natureza eram realmente conectados?

Sim. Quando pesquisei a Pré-História, havia evidências reais de que os nossos ancestrais mostravam o seu respeito através de monumentos e sítios arqueológicos. Acho que as civilizações recentes que criaram essa barreira. Eu acho que não existia separação dos humanos com a natureza porque os seres humanos são parte da natureza.

2. E como a tecnologia entra na sua arte como vetor dessa transformação? Como ela ajuda a refazer essa conexão?

Bom, a tecnologia é como uma ferramenta. Quando falamos tecnologia pode ser em 300 a.C por exemplo, quando os primeiros homo sapiens fizeram um machado. Aquilo era tecnologia: criar uma ferramenta para moer plantas. A nova tecnologia é uma ferramenta também. Então como você a usa, e quando? Para fazer a vida mais fácil ou para destruir algo? É só tecnologia. É uma ferramenta. Depende de como você quer usá-la.

4. Você planta a semente de suas reflexões através de exibições. Que resultados você espera do seu público?

Eu temo que a gente tenha criado essa separação entre o homem e a natureza, e não pensamos mais em nós mesmos como parte dela. Eu espero que quando eles vejam a minha arte eles possam experienciar a natureza em sua volta e ela possa ser um reflexo, um espelho da nossa mente e esperança.

5. O que te inspira?

Sonhos. São como um reflexo do inconsciente, um conhecimento profundo. Às vezes é bom, às vezes é ruim. Quando você experiencia algo extraordinário em seus sonhos você quer lembrar daquilo. E claro, se você experiencia algo ruim quer esquecer. Eu acho que na vida real eu consigo transformar algo negativo em sinal de positividade.

"Em um sonho o que eu sinto é que essas visões me dão a chance de pensar como se eu estivesse no futuro, não no hoje. Olho para frente."

6. Como transformar negatividade em positividade?

Por exemplo, quando eu procurava uma cachoeira para minha instalação, eu tive que trocar de lugar três vezes, a última apenas alguns meses atrás. Foi muito difícil, eu achei que era uma experiência negativa. Aí, enquanto eu procurava uma alternativa eu achei uma cachoeira ainda melhor e muito mais bonita. Porque eu tive que mudar a localização, eu acabei descobrindo uma linda cachoeira. É só meu julgamento.

7. E você treina seus sonhos? Estudou como trazer essas inspirações para a vida real?

É um fluxo. Em um sonho o que eu sinto é que essas visões me dão a chance de pensar como se eu estivesse no futuro, não no hoje. Olho para frente. Eu enxergo isso como um dom, porque eu não conheço o amanhã. Mas quando você tem essas visões, você cria o seu amanhã.

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