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Conectar pessoas faz parte da nossa essência.

Por isso, apresentamos mais uma edição do nosso projeto de conexão em solo norte-americano: Melissa Meets Sage.

Um encontro com Kimberly DrewAmanda Gorman - eleita mulher do ano pela revista Glamour -  e Sage Adams - diretora criativa da cantora SZA e co-fundadora do Art Hoe Collective, uma plataforma criativa e de disseminação de ideias criada por e para jovens artistas negros.
Direto da Galeria Melissa NY, as três se reunem pra comandar uma roda de conversa sobre como a criatividade se transformou em suas ferramentas de trabalho e sobre como ter sua voz ouvida.

Além disso, também rola um workshop com a Sage falando sobre sua evolução e experiência de atuação estratégica com o album Ctrl - um dos mais aclamados pela crítica em 2017 e responsável pelas cinco indicações de SZA ao Grammy.

Confere a nossa entrevista com ela pra ficar por dentro de tudo.
Qual a história por trás do Art Hoe?

O Art Hoe Collective foi fundado por Mars e Jam. Através de várias plataformas sociais, elas reuniram um grupo de aproximadamente 10 curadores composto por jovens artistas negros que achavam que poderiam trabalhar juntos pra criar algo impactante. Nessa época, o Instagram estava emergindo rapidamente como uma nova mídia social e também como um espaço pra disseminação de marcas DIY e construção de comunidades. Foi nesse contexto que o Art Hoe Collective tomou forma como uma comunidade criada especificamente por e para artistas marginalizados, com o objetivo de promover um discurso produtivo em torno da nossa arte e criar um espaço seguro pra pessoas que são mantidas de fora do círculo branco, masculino e cisgênero da arte. Atualmente, o Instagram do projeto é anfitrião de mais de mil e duzentas obras de artistas antes negligenciados pelo setor.


Como você se sente sobre a forma como os artistas negros - especialmente as mulheres - estão sendo tratados pelos movimentos artísticos atualmente?

Eu não sei se existe algum “movimento” artístico que eu esteja sabendo agora, honestamente. Talvez eu seja cínica (eu sou), mas porque nós geralmente definimos “movimentos” como períodos de tempo quando pessoas brancas observam e quantificam coisas ou sentimentos ou expressões que já estão acontecendo - não acho que eu possa falar sobre isso. Eu acho que a arte por si só é um movimento, do qual ninguém pode me manter de fora porque tudo que preciso fazer é nunca parar de fazer arte.
"Permitir aos outros a multiplicidade de identidades é fundamental" 
Você acredita que artistas negros ainda estão sendo colocados em uma caixa de estereótipos? Como, por exemplo, se você é um homem negro e artista as pessoas presumem que você é rapper…

Eu acho que se você está falando com alguém que assume coisas com base apenas na aparência física e não leva o contexto em consideração, sim, se você é um homem negro e diz que é artista, as pessoas vão presumir que você seja um rapper. Eu também tento não conversar com pessoas que pensam assim, porque analisar o contexto e permitir aos outros a multiplicidade de identidades é algo fundamental. Dito isso, acho que nós artistas negros não somos colocados em uma caixa. Nós somos literalmente deixados de fora da caixa, ninguém está procurando por artistas negros em termos de nos introduzir precocemente na prática da leitura de música, valorizar a pintura e amar as artes. O legal de ser deixado de fora é a forma não convencional que muitos artistas negros encontram pra aprender e manifestar seu ofício. A desvantagem, é claro, é que por muitos de nós não termos uma educação formal na área, os trabalhos altamente remunerados, como os de design gráfico e os que envolvem tecnologia, acabam parando nas mãos de pessoas brancas.


As pessoas pensam que criatividade é algo que vem de uma xícara de café ou de uma noite bem dormida. Você concorda com isso? O que te inspira?

Uma boa noite de sono definitivamente é importante, mas eu me inspiro por coisas aleatórias. Como as cores e texturas do dia, sentimentos de nostalgia, filmes, TV, a vida me inspira e eu só sigo com isso.


Pra você, o quanto esses momentos de compartilhamento entre mulheres, como o seu workshop, são importantes?

Eu acho que compartilhar esses momentos é importante porque sem a colaboração inclusiva entre mulheres e pessoas não binárias pra entender nossas experiências e como reagimos ao mundo lá fora  e vice e versa, nós não conseguimos mudar o sistema efetivamente.


Ao final do evento, o que você deseja ter inspirado nas mulheres que participaram?

Eu espero mostrar que viver a sua verdade é difícil pra caramba, mas vale muito a pena.

Melissa Meets Sage
Quinta-feira, 25 de janeiro
18-21h (horário local)
Galeria Melissa NY
Soho, 500

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