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Você já ouviu falar de Alma Negrot?

“Ciborgue, voodoo queen, sedenta de vida, programada para operar como um terremoto.”

É assim que Alma Negrot se define.

Drag queer, Alma é uma mistura de tudo – mas sem se preocupar em ser alguma coisa. Dilui certezas e conceitos antigos e junta tudo em um quebra-cabeça híbrido feito de tinta, cor e make.

“Nem homem, nem mulher, apenas ser.”

Persona à parte, por baixo da máscara vive o performer Raphael Jacques, que transforma tudo que pode em arte. Do tangível – como a tinta – ao intangível – como  questões sociais. A cara de Mashup: uma coleção que conecta mundos diferentes para criar algo novo.

Ele conta pra gente como cria e se relaciona como Alma.

“Busco trazer à tona o máximo de referências que me constroem enquanto um ser bicha, latino, pobre e sonhador, me situando politicamente no cenário e causando tensionamentos ao redor. Cada montação é uma história costurada intuitivamente sob a pele e que não se repetem pois refletem momentos únicos e intransferíveis.”

1. O que é ser drag queer?

Drag queer é uma denominação para transformação que não tem a pretenção de ser gênero. Nem homem, nem mulher, apenas ser. Não costumo nominar o que Alma Negrot significa porque ela existe em função dos tensionamentos de cada circunstância: serei drag queen em uma universidade que acha minha presença subversiva, serei apenas artista experienciador no meio drag – onde a identidade já está engessada e precisa de novos ares e perspectivas artísticas.

2. Você participou do lançamento de Mashup, a coleção sobre o nosso mundo líquido e a possibilidade de ser tudo, de coexistir. o que você acha que esse universo tem a ver com você?

Quando conheci a proposta da coleção MASHUP de cara me identifiquei, porque afinal meu trabalho é exatamente sobre remendar referências múltiplas que nos cercam e nos tornam vivos e tornar essa multiplicidade evidente. O multiculturalismo, a ressignificação de símbolos culturais que fluem representam muito nossa contemporaneidade. Nossa função como artista não é mais criar e sim mudar o valor das coisas, arranjar novas formar de fazer sentir.

3. Quem e o quê são as suas inspirações?

Amigos e amigas que formam minha rede de relações são as pessoas que mais me inspiram. Também gosto de performers e artistas visuais como Sara Panamby, Olivier de Sagazan e Ryan Burke. Os sons, por contarem histórias e transmitirem sensações, também me inspiram muito e me sensibilizo muito com Mercedes Sosa, Björk, Sigur Rós e M.I.A.. 

4. O que você busca expressar nas suas perfomances? Como acontece o seu processo de criação a cada novo visual que você cria?

Misturando materiais inusitados e criando seres fantásticos, a intenção é criar confronto com a norma vigente. Rompendo barreiras de gênero ou do conceito de ser humano, as performances carregam um apelo ao questionamento do corpo lúdico com o ambiente ou recriam alguma  conexão espiritual criativa. As imagens carregam discursos que chegam de diversas formas no expectador. O que importa é que cause questionamentos. 

5. Como surgiu essa ideia de expressão artística e corporal? Como surgiu Alma Negrot?

Sou encantado pela construção de imagens desde muito cedo. Gostava de receber as visitas em casa com buquês de flores e cartões desenhados por mim. Cresci pintando e me tornei artista visual. Trabalhei numa sauna  que recebia diariamente shows de gogoboys e drag queens - e esses espetáculos me instigavam muito pelo cuidado estético e o desejo que provocavam. Me identifiquei com a figura da drag que se transformava em algo tão diferente mas me chocava a ideia de que algo tão belo e cuidadosamente manufaturado existisse somente na esfera privada. Foi aí que resolvi começar a fazer performance juntando anseios da transformação com a pintura; montei um coletivo de artistas chamado Queeridas e passamos a existir na esfera pública fazendo festas de rua. Ninguém tinha nenhuma noção de maquiagem profissional, nossa pira era usar tinta, sucata, objetos malucos pra por na cara e sair na rua com uma caixa de som pra incomodar ou encantar as pessoas. Não havia como não nos perceber.

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