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Pra Hick Duarte, viver em São Paulo é se submeter a uma constante avalanche de informação. Morando na cidade há quatro anos, o fotógrafo enxerga nela um caminho de troca criativa e busca por um senso de identidade.

Com um olhar apurado pra retratar a juventude, Hick acredita que a relação entre fotógrafo e fotografado é algo crucial - é essa transparência que torna a imagem emocional e faz com que o espectador se conecte com a história por trás da câmera.
“Eu enxergo a juventude como um momento de transição muito particular e muito decisivo, mas ao mesmo tempo como um estado de espírito, como um pensamento, uma ambiência.”
No trabalho de Hick, a moda é um instrumento - o plano de fundo para uma narrativa maior. Ao longo da sua carreira, ele já se envolveu em vários projetos desses segmento - e também é o responsável pelo editorial Industrial Feelings, que traduz um dos moods de Mapping, o nosso S/S ’18.

Chega aqui pra conferir o bate-papo que tivemos com ele sobre tudo isso.

Como é viver em São Paulo? A cidade ainda te surpreende?
Viver em São Paulo é se submeter a uma constante avalanche de informação. Todo dia, a qualquer momento, você é confrontado com questões de ordem social, estética, comportamental. Questões que muitas vezes transcendem a cidade e falam sobre todo o Brasil. Morando aqui há quatro anos isso ainda me surpreende bastante, essa vibração constante de informação local e as possibilidades de troca criativa. Basta estar disposto a sair da sua bolha.

Você tem uma ligação muito forte com a galera jovem e já fez vários trabalhos com essa temática. O que essa geração traz de positivo pro mundo?
Acho que a falta de medo para encarar determinadas situações, a vontade de se arriscar e a busca mesmo que involuntária por um senso de identidade é o que mais me encanta na juventude. Eu enxergo a juventude como um momento de transição muito particular e muito decisivo, mas ao mesmo tempo como um estado de espírito, como um pensamento, uma ambiência.
Nessa série de fotos você fala sobre vivências urbanas. Como é fotografar a relação das pessoas com os seus lugares e não-lugares?
Fotografar pessoas em seus lugares e não-lugares no final é um estudo sobre conforto, intimidade e liberdade. Eu acredito muito que a relação entre fotógrafo e fotografado é crucial para se alcançar uma boa imagem e busco estar 100% sintonizado com o assunto e a pessoa com quem estou lidando no momento do registro. Essa transparência é o que muitas vezes torna a imagem mais emocional e faz com que o espectador se conecte diretamente.

Como a moda participa do processo de contar histórias?
No meu trabalho a moda é o plano de fundo para uma narrativa maior. É uma informação presente, muitas vezes o ponto de partida, mas no final existem outras questões que enriquecem a história, que a tornam única. Eu costumo dizer que retrato pessoas e contextos atravésda moda, como um instrumento, uma ferramenta.

Sobre a fotografia: ponto de fuga ou lugar de encontro?
Os dois! O escapismo é importante no sentido da abstração, mas o lugar de encontro é fundamental para a abordagem documental que procuro dar ao meu trabalho.

Segue @hickduarte pra saber mais.

Conheça Mapping, o nosso S/S '18.