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Nove meses de atividade. A cada dia um novo desafio, a cada conversa um novo aprendizado, a cada erro uma nova tentativa, a cada acerto um novo sorriso. O Meio-Fio desde o início não buscou definições. Buscou refletir, agrupar – e por muitas vezes, incomodar. 

Ao perturbar o status quo e virar os olhares para as margens, apagamos fronteiras de São Paulo e evidenciamos novos artistas formados por diversas histórias e vivências.

Para marcar o encerramento dessa temporada, os vencedores do projeto tiveram um espaço dentro da SP-Arte. Alexandre Heberte, Linn da Quebrada, Tracie e Tasha Okereke desenvolveram e apresentaram com intensidade suas obras dentro do maior feira de arte da América Latina.

Pelas palavras da curadora Paula Garcia, eles "trouxeram frescor não só para a feira, mas para a arte. Surpreenderam pela sofisticação dos seus trabalhos, pelo profissionalismo e dedicação. Não apenas fizeram parte, quebraram barreiras, encantaram e assustaram os espectadores."
 
Os três dias da SP-Arte endossaram a potência narrativa e criativa de cada um deles – e também dos outros participantes do projeto, que de alguma maneira, ajudaram no processo. 

TRACIE E TASHA - Mulheres Pretas Independentes de Favela (MPIF) 
 
O nosso corre é o do black money. Em qualquer coisa que a gente fizer vai ter negro em todas as etapas de produção. MPIF é "pan-africanista". A gente vai criar um império assim.

O espaço criado pelas meninas na feira foi idealizado a partir da performance que elas realizaram na Casa do Povo. Foi lá no Bom Retiro, que as irmãs eliminaram as divisas de um desfile convencional e colocaram público, modelxs, cabeleireirx, mesa de som e staff juntos e ao mesmo tempo. 

Um processo aberto, sem separações e visível aos olhos de todos. Da periferia para a SP-Arte.
"A arte você faz e solta no mundo. Quem tiver que ser tocado vai ser tocado."
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LINN DA QUEBRADA - BlasFêmea

Bicha, trans, preta e periférica.

O caminho da Linn já está traçado. A Terrorista de Gênero mais uma vez estranhou e se deixou ser estranhada. Exibiu seu experimento audiovisual documental, explorando a potência feminina através de corpos e histórias que cruzam pelas suas andanças pela capital paulista.
 
"Tive a possibilidade de ser movida pelo meu próprio trabalho e perceber que isso tudo ainda faz sentido. Porque tem sentido e reverbera em mim. Me tira do lugar. Me faz ter mais vontade e de valorizar o processo."
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ALEXANDRE HEBERTE - Trama São Paulo
 
Uma viagem por trinta e três regiões de São Paulo. 

Lugares que antes eram só nomes e que, a partir do tear presencial do artista, ganharam rostos e representatividade. Além de apresentar suas tramas e o vídeo da sua jornada, ele realizou ao vivo uma performance. 

Quarenta e duas horas, em silêncio. Enquanto pessoas observavam e por muitas vezes interagiam, Alexandre se mantinha calado e inspirado nas histórias de desconhecidos que enxergou e sentiu. 

Não foi à toa que o conceituado site Artsy o inseriu numa lista dos quinze melhores artistas para conhecer na feira.
 
"Tecendo em silêncio ouvi muitas pessoas tentando falar comigo. Muitas delas não foram avisadas que era uma performance, e mesmo com esse estranhamento do silêncio, tudo vibrava a favor de continuar tecendo."
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O Meio-Fio dá uma pausa por aqui. Mas não está parado. 

Em breve, retomaremos com novas histórias, novos artistas. Seguimos na busca de experimentar a vida enquanto processo criativo.

Fica de olho.