Melissa

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Uma mulher pode ser tudo que ela quiser...e mãe.
 
Essa ideia inspirou o vídeo onde convidamos algumas mulheres para compartilhar as suas histórias com a gente. Veja ele aqui.
 
Entre elas está Carol Althaller, pesquisadora de tendência e mãe da Mia. É pra ela que abrimos um espaço pra falar sobre como é a maternidade “vida real”. Chega mais.
 

Há um provérbio que afirma: “No momento em que uma criança nasce, a mãe também nasce. Ela nunca existiu antes. A mulher existia, mas a mãe nunca.”
A mulher que eu sou havia se perdido no começo da maternidade. Acredito que isso pode ser mais comum do que pensamos. E é dolorido e intenso.

Em nenhum lugar somos preparadas para esse sentimento. Eu precisei destruir muitos desses relatos fantasiosos sobre a maternidade para chegar em mim novamente e assim me reconectar com a realidade. 

Nossos filhos nos trazem muito amor e felicidade, mas a expectativa da perfeição que a sociedade joga nos nossos ombros, não. E então nos sentimos em dívida.

Então, a mulher que eu me tornei se encontra num momento de autocuidado, profundo e desafiador, onde olha pra si e busca entender que sua trajetória não é igual a de nenhuma outra pessoa. Por isso, não pode se comparar e nem se julgar. Precisa entender que seu caminho é brilhante e que se orgulha de todas as suas escolhas e é disso que sempre se orgulhou. Portanto, que está no caminho certo: o meu, que só eu mesma posso escrever.

A maternidade é um encontro com muitas passagens da minha vida, com experiências da infância, reprocessos de vínculos com minha família, novas formas de enxergar os adultos e a chance de olhar novamente, com respeito, o mundo pelos olhos de uma criança – o que com certeza faz com que eu me redescubra a cada instante. 
O que é a maternidade vida real?
É tentar conciliar minha vida pessoal com profissional e as atividades da minha filha. Tem dias que eu perco os compromissos, minha filha fica doente, a gente chega atrasada na escola…tem muitas vidas reais, né? A minha é uma bagunça e eu não poderia ser mais feliz com ela. 
 
Somos muito definidas pelas nossas relações com a sociedade e com o mundo, até mesmo quando negamos isso. Quando vejo que estou indo contra o que eu acredito, volto atrás. Muitas vezes de forma incisiva e combativa. Mas minha filha ainda está me ensinando a ser mais doce... e não por ninguém, por mim mesma.