Já comentamos aqui que o tema geral deste SPFW é a diversidade. Inspirados pelo que chamam a “Babel do século XXI”, os organizadores do evento escalaram a cenógrafa Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara para criar uma cidade de papelão tão diversa e cosmopolita quanto São Paulo – inclusive com direito a uma torre de verdade bem ao lado da rampa da Bienal, onde foram instalados os veículos oficiais do evento.
Enquanto isso, nos bastidores dos desfiles – e nos principais sites, jornais e revistas que andam fazendo a cobertura de moda, o assunto é a falta de diversidade nos castings de modelos. Há poucas modelos negras trabalhando para as quase 40 marcas desta edição e pouquíssimas modelos orientais.
Vivienne Westwood, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, opina que há questões estranhas no mercado em relação ao tipo físico que melhor agrada o consumidor (e, com isso, pode gerar vendas). Como exemplo, comenta que no Japão, as revistas de moda quase sempre têm modelos ocidentais nas suas capas. Para o mesmo veículo, a top Juliana Imai (foto), que é descendente de japoneses, conta que só depois de conseguir trabalhar para uma supergrife estrangeira, o povo da moda quis saber dela por aqui.
Pelo que parece, a diversidade não está na boca de todos os fashionistas. A questão é: e você, o que opina? Pense a respeito e deixe seus comentários.
Comentarios
Mariana de Souza Silva disse:
Realmente é muito estranho perceber que aqui no Brasil, as diversas etnias que o país possui não aparecem nos desfiles. Pior ainda é que muitas vezes essas diversidades são reconhecidas apenas fora do Brasil.
Ridículo. =§
Carrie disse:
I think it is extremely important to have models of a diverse range of ethnic heritage. I would also love to see some models with shape. Beauty, not whiteness or thinness, is the indicator of a real model.