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17 | Janeiro

2008

PRA SENTIR O QUE CLIMA DESTE SPFW

Basta pensar em caos. Em desordem. Mas não daquele tipo negativo, que destrói e não chega a lugar nenhum, senão ao caos da criatividade. Afinal, toda boa idéia nasce da desordem, especialmente se ela tem a ver com moda, que é um espaço onde muitos assuntos se cruzam.

A organização do SPFW deixou claro nesta edição do evento, inspirada na “Babel do século XXI”, que a principal semana de moda do país (e da América Latina) é um espaço de encontros que nascem deste aparente desencontro (caos). Por isso, o cenário idealizado pela diretora de arte Daniela Thomas e o arquiteto Felipe Tassara é mais uma vez todo feito em papelão, com rostos anônimos e famosos impressos, representando uma cidade de papel com as caras de seus habitantes.

Dando um giro de 360 graus pelo espaço, o esquema é o seguinte: entrada tradicional pelo lado da Bienal que dá para o Museu de Arte Moderna (MAM-SP), três salas de desfiles no prédio da Bienal, mais uma no MAM, um bar, um restaurante e um café para matar a fome com estilo e, claro, lounges e mais lounges de patrocinadores e participantes do evento.

O da Melissa é assinado mais uma vez pelo arquiteto Marcelo Rosembaum, que criou um espaço com cores new rave, lúdico, retrô e ao mesmo tempo moderno. Também obra da marca, na Bienal acontece a exposição “Shoes 1973-2006”, com 120 criações exclusivíssimas de Vivienne Westwood importadas de Londres, ao lado dos modelos criado pela rainha do punk para a marca, o Anglomania Mary Jane e Anglomania Ultragirl. Aguarde para saber mais!

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